Tratamentos

Cálculo Renal

Cálculo renal ou “pedra nos rins” é uma doença comum, que geralmente acomete 1 a cada 8 indivíduos em alguma fase da vida.

Acomete pessoas de todas as idades, com pico de incidência entre os 20 e 40 anos.

Sintomas
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A dor da cólica renal é uma das mais fortes que existe e é uma das principais causas de consultas em pronto atendimentos. Esta dor em geral começa subitamente na região lombar e se irradia para região de abdome e inguinal, podendo estar associada a náuseas e vômitos.

Quase sempre a dor ocorre quando o cálculo se desloca do rim em direção a bexiga através do ureter. Quando o cálculo é grande e tranca o ureter, leva a obstrução da drenagem de urina e então ocorre dilatação do rim, levando a dor intensa.

Diagnóstico
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O diagnóstico do cálculo renal pode ser feito com ultrasom e tomografia, sendo a tomografia de abdomen e pelve o melhor exame para o diagnóstico na fase aguda de cólica renal.

Tratamento
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O tratamento do cálculo renal ou ureteral depende de onde a pedra está localizada, do seu tamanho, da densidade e dos sintomas que o paciente apresenta.

As possibilidades de resolução do problema vão desde observação e tratamento clínico com medicações que ajudam a expelir o cálculo até intervenções cirúrgicas minimamente invasivas.

Cálculos menores que 4 mm que não causam sintomas, em geral, podem ser observados pois têm grandes chances de serem eliminados.

A depender das situação mencionadas acima as opções de tratamento para os cálculos urinários são:
  • Acompanhamento

    Esta é uma opção para pacientes assintomáticos ou para pacientes com cálculos pequenos que tenham possibilidade de eliminação espontânea.

  • Opções de tratamento minivamente invasivos:

  • Ureteroscopia rígida ou flexivel

    É a inserção de um pequeno instrumento chamado ureteroscópio através da uretra (canal onde ocorre a passagem de urina para o meio externo) até o ureter e o rim. O cálculo é então fragmentado com laser e os fragmentos são retirados com uma cesta (basket).

  • Litrotripsia extracorporea (LECO)

    É uma tecnologia não invasiva onde por ondas de choque externas direcionadas até o cálculo é possível realizar a fragmentação das pedras e após elas podem ser eliminadas através da urina.

  • Nefrolitotripsia percutânea

    Este também é um procedimento minivamente invasivo geralmente utilizado para cálculos maiores que 1,5 cm. Através da pele, chega-se até o rim com um câmera chamada Nefroscópio e com o auxílio dela realiza-se a fragmentação do cálculo e retira-se os fragmentos.

Prevenção
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Muitos pacientes sofrem por anos com cálculo renal sem saber o motivo do desenvolvimento de suas pedras.

A avaliação metabólica que consiste em exames de urina de 24 horas e testes sanguíneos é o primeiro passo para tentar descobrir o motivo.

O aumento da ingestão de líquidos é fundamental para prevenção de todos os tipos de cálculo renal, mas só isso não é o suficiente.

Após o resultado do perfil metabólico o paciente deve ter uma dieta personalizada para as alterações apresentadas nos exames.

Por vezes, simples mudanças alimentares podem impactar de modo importante na prevenção de futuros cálculos.

Câncer de próstata

A próstata é uma glândula que só o homem possui e fica localizada abaixo da bexiga e a frente do reto. Por dentro da próstata passa a uretra (por onde a urina é conduzida da bexiga até o meio externo). A próstata também é responsável pela produção de parte do sêmen.

Saiba mais
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O câncer de próstata é a segunda neoplasia mais comum entre os homens (atrás somente do câncer de pele não-melanoma).

É considerado um câncer da terceira idade, devido ao fato da maioria dos casos do mundo ocorrerem a partir dos 65 anos.

A grande maioria desses tumores são de crescimento lento, ficando restrito a próstata por bastante tempo e sem causar sintomas. No entanto, alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos.

Sintomas
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Em sua fase inicial, o câncer de próstata tem evolução silenciosa. Com a evolução da doença os sintomas que podem surgir são:
  • - Dificuldade progressiva para urinar

  • - Sangramento urinário

  • - Sangramento no esperma

  • - Dor óssea (coluna e bacia ou em outros óssos)

Fatores de risco
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  • - Idade : quanto maior a idade maior o risco de câncer de próstata

  • - Afrodescendência: existe um maior risco de câncer de próstata nestes pacientes, bem como o desenvolvimento mais cedo da doença.

  • - História familiar : história deste tipo de tumor em familiares, principalmente de primeiro grau (pais e irmãos)* aumentam o risco de câncer de próstata.

* Pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos pode aumentar o risco de se ter a doença de 3 a 10 vezes comparado à população em geral, podendo refletir tanto fatores genéticos (hereditários) quanto hábitos alimentares ou estilo de vida de algumas famílias.

Prevenção e diagnostico precoce
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Já está comprovado que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, e com menos gordura de origem animal, ajuda a diminuir o risco de câncer.

Outros hábitos saudáveis também são recomendados, como fazer, no mínimo, 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado à altura, diminuir o consumo de álcool e não fumar.

Além disso, é importante a realização de exams periódicos com objetivo de detectar doenças precocemente, entre elas, o câncer de próstata.

Quando o câncer de próstata é diagnosticado precocemente as chances de cura com o tratamento pode chegar a 90%.

Os exames para o diagnostico do câncer de próstata são o PSA (exame de sangue) e toque retal. Estes exames devem ser realizados nos homens após os 50 anos de idade (ou após os 45 anos naquelas que tenham histórico familiar da doença ou afrodescendentes.).

Conforme a análise do resultados dos exames de PSA e toque retal, o seu Urologista poderá prosseguir a investigação com exames adicionais, como a Ressonância Magnética multiparamétrica da próstata e biópsia de próstata guiada por Ultrassonografia.

Tratamento
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As opções de tratamento para o câncer de próstata depende do grau e da extensão da doença.

As opções são:
  • - vigilância ativa : Idealmente proposta para pacientes que possuem tumores muito pequenos e pouco agressivos. Exames regulares são necessários para monitorar uma eventual progressão da doença. Em caso de detecção de evolução da doença nos exames de acompanhamento, um tratamento ativo será necessário.

  • - Outras opções de tratamentos para a neoplasia de próstata são a Radioterapia e a Cirurgia (prostatovesiculectomia radical ou prostatectomia radical) que pode ser realizada por via aberta, por videolaparoscopia ou assistida por robô.

  • Você e seu Urologista discutirão as formas de tratamento e sobre a melhor opção para o seu caso.

    Outras opções de tratamento podem ser oferecidas para paciente com doença mais avançada.

Câncer de rim

Os rins são órgãos localizados lateralmente à coluna vertebral e têm como função filtrar o sangue e eliminar as impurezas na urina.

O câncer de rim representa 3% de todas as neoplasias. O meio mais comum de descoberta desta doença é por meio de exames, principalmente de Ultrassonografia, realizados para investigar outros sintomas.

Sintomas
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Na maioria das vezes o paciente não apresenta sintomas, devido ao fato de a maioria dos casos ser descoberto por acaso.

Os sintomas da doença em geral se manifestam em casos avançados e os principais sintomas são:
  • - Perda de peso sem causa aparente

  • - Massa abdominal palpável

  • - Sangramento na urina

  • - Dor lombar

Diagnóstico
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Após o achado de imagem suspeita de câncer de rim na ultrassonografia, é necessário uma análise mais detalhada com exames mais específicos como a Tomografia computadorizada e por vezes, a Ressonância nuclear magnética. Com estes exames é possível avaliar detalhes da anatomia renal, além do tamanho e localização do tumor.

Tratamento
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Sempre que possível, a cirurgia é a primeira opção para o tratamento dos cânceres renais.

Os tratamentos cirúrgicos geralmente realizados para esta doença são a remoção completa do rim (nefrectomia radical) ou apenas a remoção do tumor (nefrectomia parcial).

A escolha do tipo de cirurgia que será realizada irá depender do tamanho da lesão, local dentro do rim e relação do tumor com estruturas dentro do rim.

A cirurgia pode ser realizada de forma aberta (com corte maior), por videolaparoscopia ou assistida por robô.

Câncer de bexiga

A bexiga é um órgão muscular e oco responsável pelo armazenamento da urina.

O câncer de bexiga geralmente inicia na parte mais interna da bexiga (mucosa da bexiga) e na maioria das vezes é diagnosticado em fase inicial. Em geral acomete pessoas após os 60 anos de idade, porém pode surgir em qualquer idade.

O principal fator de risco para o câncer de bexiga é o hábito de fumar.

Sintomas
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Sangramento urinário onde o paciente pode observar a urina de cor avermelhada (hematúria macroscópica) ou a urina pode apresentar-se com coloração normal e o sangramento é detectado através de exames laboratoriais (hematúria miscroscópica).

  • - Urgência miccional (necessidade de urinar com urgência)

  • - Aumento da frequencia urinária (necessidade de urinar mais vezes ao dia).

Diagnóstico
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É fundamental uma avaliação de todo paciente com sangramento urinário, seja ela visto no exame de urina ou a olho nu.

Os exames iniciais são:

Análise da urina com pesquisa de bactérias

Exames de imagem do trato urinário como por exemplo a Ultrassonografia ou a Tomografia computadorizada.

Outro exame é a cistoscopia na qual é realizado a colocação de um aparelho pela uretra até a bexiga chamado cistoscópio e com ele é possível visualizar toda a parte interna da bexiga em busca de tumores ou outras alterações na bexiga. Durante a cistoscopia é possível realizar biópsia de áreas suspeitas.

Tratamento
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Para tumores iniciais a restritos a parede interna da bexiga uma opção é a cirurgia endoscópica para retirada do tumor, chamada Ressecção transuretral.

Para tumores que invadem as camadas mais profundas da bexiga pode ser necessário a retirada completa da bexiga, cirurgia chamada Cistectomia radical.

Hiperplasia Prostática Benigna (HPB)

A HPB é uma das doenças mais frequentes do homem. Nada mais é que o aumento benigno da próstata e é considerada uma condição natural do envelhecimento masculino.

Saiba mais
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O aumento da próstata pode comprimir a uretra e com isso dificultar a passagem de urina para fora da bexiga. Devido a isto, a bexiga tem que fazer mais pressão para a micção ocasionando o espessamento de suas paredes.

Com o decorrer do tempo e o não tratamento desta condição, a bexiga pode enfraquecer e chegar ao ponto de não conseguir exercer pressão o suficiente para a micção normal, fazendo com que não se consiga realizar um esvaziamento completo da bexiga.

Sintomas
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Alguns sinais e sintomas comuns da HPB:

  • - Dificuldade para iniciar a micção

  • - fluxo urinário fraco

  • - esforço para urinar

  • - sensação de não ter esvaziado completamente a bexiga

  • - jato urinário que falha e recomeça

  • - gotejamento ao final da micção

  • - aumento da frequência urinária de dia e/ou à noite

  • - desejo súbito e repentino de urinar (urgência).

Diagnóstico
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O diagnóstico é baseado pelos sinais e sintomas, exame físico e exames complementares.

Nos sinais e sintomas como foi exposto acima, o Urologista busca informações a respeito do sintomas urinários.

No exame físico, deve ser realizado o exame de toque retal que é fundamental para avaliação das dimensões da próstata.

Os sintomas e o resultado dos exames complementares servirão como guia para nortear o tratamento de cada paciente que deve ser individualizado.

Tratamento
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Há diversas opções de tratamento da HPB.

A opção de tratamento varia conforme o grau de sintomas apresentado pelo paciente, além do grau de comprometimento do trato urinário pelo crescimento da próstata.

Os tratamentos vão desde a observação até o tratamento medicamentoso e/ou cirúrgico.

A opção de tratamento cirúrgico é para os paciente que não tiveram uma boa resposta ao tratamento medicamentoso ou que tiveram alguma complicação no trato urinário relacionada à HPB ou que desejam realizar o tratamento definitivo.

As opções de tratamento cirúrgico são:

Cirurgia minimamente invasiva realizada através da uretra (sem corte), chamada Ressecção transuretral da próstata (RTU-P).

Outra forma de tratamento é por cirurgia convencional (com corte – via aberta), chamada prostatectomia aberta.

Fimose

A fimose é normal ao nascimento, porém, até os 3 anos de idade, 90% dos meninos já expõem adequadamente a glande sem a necessidade de nenhum tratamento específico.

Sintomas
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A fimose pode gerar a dificuldade de higienização da cabeça do pênis, facilitando infecções locais (as chamadas balanopostites).

Ela também pode levar a incômodo e lesões durante a ereção e a relação sexual, atrapalhando a própria atividade sexual.

Diagnóstico
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O diagnóstico é realizado durante a consulta médica com o relato do paciente e com o exame físico realizado pelo Urologista.

Tratamento
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Algumas das indicações de tratamento cirúrgico são: traumas ou infecções freqüentes que se desenvolvem durante ou logo após o ato sexual ou quando tratamentos medicamentosos não tem mais efeito.

No adulto, a cirurgia (postectomia ou circuncisão) é em geral realizada sob anestesia local (injeção na base do pênis) e dura cerca de 30 minutos.

Após a cirurgia, um repouso de 3 a 5 dias deverá ser obedecido e em relação aos atos sexuais, esses estarão liberados após 30 dias. Os pontos são feitos de um material especial que faz com que o organismo os absorva espontaneamente em aproximadamente 15 dias.

Vasectomia

A Vasectomia é um procedimento realizado com a finalidade de esterilização masculina.

O procedimento não afeta na produção de hormônios ou na potência sexual.

Saiba mais
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A Vasectomia deve ser encarada como um procedimento definitivo, apesar de haver possibilidade de reversão. O ideal é que a escolha pelo procedimento seja do casal.

O procedimento é simples e pode ser realizado com anestesia local associado ou não a sedação.

Complicações não são comuns, porém podem ocorrer como: sangramento, infecção.

Após a vasectomia, deve-se realizar um espermograma para comprovação de que não há mais espermatozóides no ejaculado

HPV

O Papiloma Vírus Humano (HPV) é um vírus que habita a pele humana e quando está ativo causa lesões verrucosas.
Existem mais de 100 tipo de HPV.

Saiba mais
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Do primeiro contato com o vírus até o surgimento das lesões pode haver um tempo que pode variar de algumas semanas até alguns anos, não sendo possível a determinação de quando houve o contato.

No homem, o preocupante são as lesões visíveis. São estas lesões que devem ser tratadas, pois elas podem crescer e ser transmitidas durante a relação sexual. Além da transmissão durante o ato sexual, existe a associação de HPV e câncer de pênis.

O tratamento consiste na retirada das lesões. O método de tratamento pode variar conforme o número de lesões, do tamanho e da preferência tanto do médico quanto do paciente.

As principais opções são:

  • - Retirada da lesão por pequena cirurgia

  • - Crioterapia com nitrogênio liquido

  • - Cauterização elétrica ou química com ácido

Ejaculação precoce

A ejaculação precoce é a disfunção sexual masculina caracterizada quando o tempo de penetração até a ejaculação passa ser insatisfatório para o homem ou para o casal.

Saiba mais
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Este quadro gera consequências negativas, como o desejo de evitar o ato sexual, além da insatisfação sexual, envolvendo tanto o homem como sua parceira.

A ejaculação precoce é muito comum e ocorre em cerca de 30% dos homens.

O diagnóstico é clínico, ou seja, ele é feito por meio do relato do paciente e do exame físico. Se necessário, exames complementares podem ser solicitados.

O tratamento é realizado por meio da psicoterapia sexual e por medicações que retardam o tempo da ejaculação.

Em geral os dois tratamentos realizados juntos levam a melhores resultados a longo prazo.

Infecção Urinária na Mulher (Cistite)

A infecção do trato urinário inferior é a principal causa de infecção bacteriana em mulheres.

É uma doença muito comum e estima-se que pelo menos em 60% das mulheres têm pelo menos um episódio de infecção urinária durante a vida.

Saiba mais
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As infecções urinárias são causadas principalmente por bactérias que habitam o reto e a região perianal.

Em 80 a 85% dos casos, Escherichia coli é a bactéria responsável pela infecção. As infecções surgem em geral após colonização da vagina e região próxima a uretra, muitas vezes associada a substituição dos lactobacilos responsáveis pela manutenção do meio ácido vaginal.

O sintomas das infecções urinárias não complicadas é por manifestação de ardência ao urinar, urgência e aumento da frequência urinária, além de dor na região inferior do abdome e urina com odor forte e aspecto turvo. Outros sintomas como dor lombar pode ocorrer.

A confirmação da suspeita de infecção urinária é realizada pela exame de cultura de urina, o qual fornece a bactéria causadora da infecção, além do perfil de sensibilidade da bactérias aos antibióticos.

O tratamento da infecção urinária é feito através de antibióticos e medicações sintomáticas.

Após o tratamento, é necessária modificação dos fatores de riscos para evitar uma nova infecção, tais como aumentar a ingesta de líquidos, aumentar a frequência miccional, tratar corrimento vaginal, tratar constipação intestinal. Desta forma, pode-se evitar uma repetição do quadro infeccioso.

Incontinência urinária aos Esforços

É a perda involuntária de urina associada a um esforço físico.

É o tipo de incontinência urinária mais comum entre as mulheres e estima-se que corresponda a metade de todos os casos de incontinência urinária.

Saiba mais
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Em geral, ocorre quando a pressão no interior da bexiga excede a pressão na uretra e como resultado ocorre a perda urinária.

As perdas urinárias estão associadas a um esforço, como por exemplo: tossir, rir, correr, entre outras atividades.

O volume de perda é variável e pode piorar ao longo dos anos.

O diagnóstico é realizado pelo próprio relato do paciente e pode ser comprovado pela realização do estudo urodinâmico.

As opções de tratamento da incontinência urinária aos esforços são : a fisioterapia pélvica que inclui técnicas para fortalecimento da musculatura pélvica e o tratamento cirúrgico.

Confira o texto publicado pela Sociedade Brasileira de Urologia sobre a Fisioterapia no tratamento da incontinência urinária
portaldaurologia.org.br/destaques/a-fisioterapia-no-tratamento-da-incontinencia/